O gol do beijo quente: como o Inter virou bicampeão nos últimos minutos
No dia 22 de outubro de 1950, o Internacional de Santa Maria entrou em campo para mais um clássico contra o Riograndense. Mas aquela tarde guardava um momento que seria contado e recontado por décadas: com um gol no último minuto, o Inter se tornava bicampeão citadino com uma rodada de antecedência. E a comemoração que veio a seguir entrou para a história por um motivo bastante inusitado.
O gol que decidiu tudo
Foi Emil Salamoni quem garantiu o título. Nos instantes finais da partida, ele balançou a rede e decretou a vitória sobre o Riograndense, selando o bicampeonato da cidade com uma rodada ainda por jogar. A arquibancada foi ao delírio, e quem não conseguiu segurar a emoção foi o próprio presidente do clube, o Coronel Dória.
O beijo que queimou
Em meio à euforia da conquista, o Coronel Dória correu para abraçar e beijar Salamoni. O problema é que ele estava com um cigarro aceso na boca. O resultado foi inevitável: o cigarro queimou o rosto do jogador no momento do beijo comemorativo.
A cena virou lenda. O gol decisivo daquele bicampeonato ficou conhecido para sempre como o “gol do beijo quente”, uma história que mistura glória, alegria e uma boa dose de humor involuntário.
O time que foi a campo
Internacional 1 x 0 Riograndense
Data: 22 de outubro de 1950
Internacional: Magalhães; Moranga, Damião, Astrogildo, Salamoni; Otacílio, Costela, Tarica; Semedo, Noronha e Hildo.

